sábado, 9 de maio de 2009

Concepção dos docentes e discentes a cerca do curso de fisioterapia da UESB




Bem caros colegas, inquietado com a situação da nossa profissão e graduação, resolvi conhecer a concepção do corpo discente e docente no que diz a respeito do curso através de três perguntas subjetivas
**:
1. VOCÊ ESTÁ SATISFEITO COM O SEU CURSO HOJE?
2. O QUE VOCÊ ACHA QUE PODERIA SER FEITO PARA MELHORAR O CURSO?
3. VOCÊ ACHA QUE O ENSINO DURANTE A GRADUAÇÃO SE MOSTRA MAIS EMPÍRICO OU CIENTÍFICO? PORQUE?

**Resolvi optar somente por questões subjetivas justamente para deixa em aberto a opinião do grupo pesquisado já que cada questionamento se faz de forma individual, e perguntas objetivas se mostrariam muito tendenciosas, fechadas e limitadas a discussão.
Foram entrevistados:
· Acadêmicos do 9º período, com o objetivo de se observar a visão dos indivíduos que passaram por quase toda a grade curricular e se encontram em contato com a realidade prática para a aplicação dos conhecimentos adquiridos durante a graduação.
· Acadêmicos do 7º período, por estarem cursando disciplinas aplicadas, com o objetivo de observar a perspectiva do estudante, que está na fase teórica quanto a sua profissão.
· Docentes do estágio supervisionado (9º período) por possuírem uma visão da parte teórico-prática dos discentes e por maior convivência com a realidade como profissional.

ANALISANDO
Responderam o questionário 26 indivíduos, sendo 6 docentes, 12 acadêmicos do 9º período e 8 do 7º período da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB. Onde obtemos o seguinte resultado:

1º Pergunta: VOCÊ ESTÁ SATISFEITO COM O SEU CURSO HOJE?
Para esse questionamento os três grupos tiveram a seguinte resposta:
Docente:
- 3 indivíduos não estão satisfeitos com tal situação, relatando alguns trechos como: (...)faltam recursos tecnológicos e professores para a disciplina(...); (...)uma profissão mais organizada com aplicação mais objetiva e científica do conhecimento(...); (...)precisamos evoluir para um contexto de prática baseada em evidências que já existem só precisamos nos mexer(...)
- 2 indivíduos estão satisfeitos com a situação, relatando os seguintes trechos: (...) fisioterapia atualmente tem um campo muito mais amplo e está sendo mais reconhecida(...); (...)encontramos em um curso que encontra-se em pleno processo de desenvolvimento e descobertas e isso é muito prazeroso (...).
- 1 indivíduo está parcialmente satisfeito, considerando o seguinte ponto: (...) problemas com a contratação de professores e manutenção da clínica escola (...).
Acadêmicos do 9º período:
- 5 indivíduos não estão satisfeitos com tal situação, justificando da seguinte forma: (...)acho o curso um pouco desorganizado; (...) só temos contatos com a parte prática mais tardiamente (...); (...) achei que faltou mais prática (...); faltam materiais na clínica e a metodologia do estágio não me satisfaz (...); (...) falta muita coisa entre elas a evolução da metodologia de ensino aprendizado (...).
- 4 indivíduos estão satisfeitos, justificando da seguinte forma: (...) o curso é estruturado fisicamente e reconhecido pela sociedade (...); (...) adquirir conhecimento suficiente para atuar (...); (...) aprendi a gostar de um curso que não conhecia (...); (...) está crescendo cada vez mais e minha perspectivas por mercado de trabalho são cada vez maiores(...).
- 3 indivíduos estão parcialmente satisfeitos, justificando da seguinte forma: (...) conquistas em infra-estrutura já foram alcanças mas o campo de prática/quadro de professores/inadequação da grade curricular deixam a desejar(...); (...)disciplinas com déficit de conteúdo/poucas práticas/produção científica precária/metodologia inadequada(...); (...) algumas coisas precisam ser melhoradas(...)

Acadêmicos do 7º período:
- 3 indivíduos não estão satisfeitos com tal situação, justificando da seguinte forma: (...) metodologia inadequada (...); (...)sinto-me prejudicada em algumas disciplinas isso me deixa insegura quanto ao mercado de trabalho(...); (...)ênfase mais prática e profissionalizante (...).
- 3 indivíduos estão satisfeitos, justificando da seguinte forma: (...) bom quadro de professores/ livros satisfatórios/ clínica com ótima instalações (...); (...) tem oferecido suporte necessário para o desenvolvimento acadêmico (...).
- 2 indivíduos estão parcialmente satisfeitos, justificando da seguinte forma: (...) necessidade de mais práticas e contato com o paciente (...); (...) gosto do curso, mas a universidade não oferece muitas práticas e apresenta problemas com ausência de professores.
Como podemos observar os resultados estão bastante equilibrados no três grupos (satisfeitos, não satisfeitos, parcialmente satisfeitos), não há uma predominância significativa entre esse grupos, entretanto a justificativa entre os grupos se mostram um pouco divergente.
O grupo docente que está não está satisfeito com a situação profissional, em maior parte possuem um olhar mais ESTRUTURA FÍSICA / ORGANIZACIONAL, fato explicado talvez pelo impacto vivido pelos profissionais no exercício da profissão . A falta de um conselho mais organizado e de profissionais realmente capacitados, bem como estrutura educacional devem influenciar bastante no conceito desses indivíduos. Já os discentes do 9º período do curso, com a mesma opinião possuem um olhar voltado principalmente voltado para a METODOLOGIA DE ENSINO / CAMPO PRÁTICO, fato explicado por terem passado por toda a grade curricular e estarem atuando no campo prático e a partir daí estarem sentindo as dificuldades formadas através da carência de sua formação acadêmica, fato também encontrado predominantemente nos estudantes do 7º período, que estão passando pelo campo teórico-prático, mas que mesmo assim já sentem essa deficiência e de certa forma se sentem preocupados com o futuro como profissionais.
O indivíduos que se mostraram satisfeitos com o curso entre os docentes justificam que a fisioterapia é uma profissão extremamente nova e dessa forma novas descobertas acabam sendo prazerosas. Opinião que nos mostram ao mesmo tempo a expectativa e negligência no futuro profissional. Já a satisfação do grupo dos discentes do 9º se mostra de uma forma que aquilo que era preocupante, como mercado de trabalho, conhecimento e reconhecimento social, agora preenche as suas lacunas de expectativas, fato explicado talvez pela prática decorrente e uma visão unicamente capitalista e egoísta com a própria profissão, acho que o termo “sedentarismo profissional” poderia ser a palavra que mais qualificasse essa visão de preocupação suprida de mercado de trabalho, conhecimento e reconhecimento social. Entretanto indivíduos do 7º período se sentem satisfeitos por estarem desfrutando de uma estrutura ótima.

Continuando nossa análise vamos ao terceiro grupo de opinião, os que estão parcialmente satisfeitos com o curso. Os docentes relatam em parte preocupação com problemas ORGANIZACIONAIS o que também já foi demonstrado por aqueles que não estavam satisfeitos. Os acadêmicos do 9º período relatam que a infra-estrutura é um fato já consolidado, entretanto a metodologia e o campo prático ainda é carente, que une a idéia do déficit encontrado durante a graduação, como já citado. Já os acadêmicos do 7º período mostram um conceito idêntico a falta de campo prático e também ORGANIZACIONAL, fazendo uma união de pensamento dos dois grupos anteriores.

2º Pergunta: O QUE VC ACHA QUE PODERIA SER FEITO PARA MELHORAR O CURSO?
Docentes:
(...) maior número de pesquisas, investimentos científicos (...); (...) reformulação da matriz curricular (...); (...) ampliar o número de docentes/aumentar o número de livros na biblioteca (...); (...) seriedade em aulas práticas / aplicadas levar o acd. ao pct / mudança do estágio (...); (...) reformulação curricular / criação independente do departamento de fisioterapia / mais investimento (...); (...) buscar junto a reitoria os recursos / projetos com financiamentos tecnológicos (...).
Discentes 9º período:
(...) livros da área / mudança do estágio (...); (...) mais aulas práticas / mudança da avaliação (...); (...) aumentar o número de instituições vinculadas a UESB / qualificar o quadro docente / adequar grade curricular (...); (...) novas metodologias / mais práticas (...); (...) mais aulas práticas (...); mais aulas práticas (...); (...) organização com as matérias (...); mais práticas no curso (...); (...) mudança profunda na mentalidade do docente (...); mais representantes no meio político (...); (...)associar o conhecimento prático ao teórico / capacitação do corpo doente (...); (...) contato com pacientes variados (...).
Discentes 7º período:
(...) aulas práticas (...); prática – fisioterapia é prática (...); (...) parte prática (...); (...) aumentar a quantidade de práticas / acervo bibliográfico (...); (...) o problema está na administração / vamos votar consciente (...); (...) maior contato com o paciente; (...) aumentar a carga horária prática (...); (...) mais aulas práticas (...).
Podemos observar a grande divergência de pensamento entre discentes e docentes. O corpo docente procura pensar a melhoria de forma predominantemente ESTRUTURAL/ORGANIZACIONAL como foi encontrado os problemas citados por esse mesmo grupo, entretanto podemos observar docentes com uma visão igualitária a da maioria dos acadêmicos entrevistados, cuja principal opinião para se melhorar o curso é a ampliação das PRÁTICAS e modificações na grade curricular, citado por um integrante do grupo docente, e u m quadro docente com uma maior capacitação.

3º pergunta: VOCÊ ACHA QUE O ENSINO DURANTE A GRADUAÇÃO SE MOSTRA MAIS EMPÍRICO OU CIENTÍFICO? PORQUE?
Docente:
- 3 indivíduos acham o curso científico, relatando alguns trechos como: (...) a falta de suporte tecnológico muito das vezes fazem com que o científico se torne empírico (...); (...) há conhecimento científico disponível, mas o mesmo é mal utilizado (...); (...) o curso está com aulas teóricas e práticas bem estruturadas com a CEF para realização de práticas e estágio (...).
- 2 indivíduos acham o curso empírico, relatando os seguintes trechos como: (...) quantas vezes ouvimos falar em guideliner, consensos (...); (...) apesar das evoluções, acho o ensino ainda empírico (...).
- 1 indivíduo acha o curso oscila entre científico e empírico, relatando o seguinte trecho: (...) a fisioterapia é uma área relativamente recente e alguns procedimentos necessitam de uma comprovação científica (...).

Acadêmicos do 9º período:
- 3 indivíduos acham o curso predominantemente científico, justificando da seguinte forma: (...) utilizamos artigos científicos e livros para basear nossas condutas(...); (...) apesar de todos o defeitos o curso se mostra mais científico (...); (...) baseado em pesquisas e práticas experimentais (...).
- 8 indivíduos acham o curso predominantemente empírico, justificando da seguinte forma: (...) baseamos muito no “achismo” ainda, e ficamos acomodados para saber o porquê de nossas condutas (...); (...) disciplinas muito empíricas (...); (...) nossa graduação seria a seguinte: “fisioterapia = física + fisiologia (...); (...) os professores não saem da mesmice, parecem não estarem interessados (...); (...) poucos profissionais buscam a explicação científica para seus ensinamentos (...); (...) não existe estímulo a pesquisa (...); (...) não há muito incentivo para a leitura e elaboração de textos científicos durante as aulas (...); (...) não existem estudos para comprovar aquilo que é ensinado (...).
- 1 indivíduo acha o curso intercala entre científico e empírico, justificando da seguinte forma: (...) fisioterapia é muito novo e ainda faltam pesquisas para tornar as técnicas mais científicas (...).

Acadêmicos do 7º período:
- 1 indivíduo acha o curso predominantemente científico, justificando da seguinte forma: (...) A maioria das coisas pode-se provar com a ciência que existe (...).
- 4 indivíduos acham o curso predominantemente empírico, justificando da seguinte forma: (...) prática torna-se mais empírica / não se tem acompanhamento (...); (...) ainda faltam muitas pesquisas para comprovar os estudos (...); (...)as práticas são mais empíricas (...); (...) falta-se dados (...); (...) é necessário pesquisar mais e diminuir a burocracia do comitê de ética (...)
- 2 indivíduos responderam: (...) não sei (...)
De acordo com o exposto, o grupo docente, a pequena maioria considera o curso científico devido a constituição de uma estrutura física bem idealizada e pondera ainda que o curso possui uma imagem empírica devido a falta de tecnologia e a má utilização das pesquisas já realizadas. Outros integrantes desse grupo consideram o curso empírico devido à falta de uniformização das nossas condutas e apesar de ser um curso novo precisa ser mais embasado.
Entretanto o grupo de acadêmicos se mostrou com uma maioria massacrante considerando o curso predominantemente empírico relatando a falta de estudos que comprovem a eficácia da nossa ciência e a falta de estímulo por falta do corpo docente entre outros empecilhos como a grande burocracia de uma pesquisa científica e a falta de incentivo. Contudo alguns entrevistados acham o curso científico ressaltando o embasamento científico que há hoje na literatura.
DISCUTINDO
Assim, através do que foi apresentado podemos levantar vários problemas que o curso de fisioterapia hoje enfrenta, dentre os mais citados podemos destacar:
  • ORGANIZAÇÃO
  • ESTRUTURA FÍSICA
  • METODOLOGIA
  • CARGA HORÁRIA PRÁTICA
  • GRANDE CURRICULAR
  • RECURSOS
  • INCENTIVO A PESQUISA CIENTÍFICA

A opnião dos grupos são bastante diferentes em alguns aspectos principalmente pelo fato de cada um vivenciar a sua realidade, depará com as suas dificuldades e gozar de seus prazeres.
O resultado não mostra nada em novidades esperadas, contudo a preocupação predominante daqueles indivíduos responsáveis pela formação de futuros profissionais está voltada para o aspecto organizacional/estrutural e alguns ainda relevam a metodologia e a grade curricular adota.
O corpo acadêmico sente de certa forma a falta de uma organização e estrutura, sentindo essa deficiência através de um pequeno campo prático, metodologia inadequada, grade curricular mal formulada, falta de incentivo a pesquisa científica, etc.
Entretanto o corpo acadêmico possui um conceito empírico do curso, justificando por essas deficiências e principalmente na falta de incentivo a pesquisa.
Transcrevendo a pesquisa para a análise um trecho de um entrevistado me chamou a antenção.

(...) há conhecimento científico disponível, mas o mesmo é mal utilizado (...)


E me veio uma incognita na mente por que será? tudo na cara da gente e não conseguimos enchergar? seria o tipo de didática? os espelhos que temos a frente como pessoas responsáveis por levar aquilo que chamamos de conhecimento?

Então após pensar bastante, percebe-se que se trata de uma bola de neve, ou melhor bola de neve não pq bola de neve "CRESCE"... Talvez o mais adequado seria o "sedentarismo", mas dessa vez como crítico não só profissional, mas também acadêmico.
Assim não há como contestar a influência de nossos mestres na nossa formação profissional, afinal são espelhos responsáveis por nos guiar, despertar em nós a curiosidade, a ciência.
Contudo, apesar da carreira seguida a alguns anos, apesar do cansaço de ver tudo como está, apesar de já termos conseguido muita coisa, a luta não pode parar, esperança e luta sempre continuam, não basta o simples passar de um semestre por pura obrigação avaliativa, temos sempre que contribuir com algo a conquistar futuramente.


Escrevendo esses resultados e analisando a mais fundo me veio o fato ocorrido comigo em meio uma fazenda no interior de Minas Gerais onde me recordei de uma frase muito lida e recordada pelo meu avô, trabalhador rural com um nível escolar completamente basal.
A ciência permanecerá sempre a satisfação do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; fornecerá sempre ao homem o único meio que ele possui de melhorar a própria sorte.” Ernest Renan.
Resalto ainda outro trecho de um outro entrevistado:

(...)precisamos evoluir para um contexto de prática baseada em evidências que já existem só precisamos nos mexer(...)

E a nós acadêmicos responsáveis pelo futuro profissional da fisioterapia não podemos esperar que tudo se caia do céu, a luta e superação faz parte de toda construção da nossa história, são vários os relatos da falta de estudos, mas e vc o com o que está contribuindo? qual a sua produção científica? Não tem nenhuma, ta esperando o colega da UFSCAR publicar? "SEDENTARISMO ACADÊMICO"
A passividade dos futuros profissionais em relação a nossa profissão é tão gigantesca que até mesmo a própria contribuição voluntária durante essa pesquisa se mostrou inviável com alguns indivíduos, mas de qualquer forma ajudaram bastante, principalmente para a formulação dessa discussão.
Confesso a vocês a minha tamanha indignação com tal situação assim espero estar contrubuindo dessa forma para o despertar de uma nova perspectiva e ação a ser realizada.

Assim posso resumir tudo o que eu queria dizer a vocês e talvez não conseguir nas palavras do colega Gabriel Pereira, que conseguiu em poucas palavras dizer tudo aquilo que eu precisava para mostrar a vocês a minha concepção:


"eu penso que falar de diagnóstico fisico funcional é realmente a essencia do nosso curso ate porque se nao sabemos diagnosticar o que tratar como implementaremos uma terapeutica adequada? mas o maior problema na minha visão é que durante a maior parte do curso esse conhecimento nao é estimulado muito pelo contrario nós academicos somos condenados a maior parte do curso pelo menos na instituição da qual sou filiado, a aulas teóricas enfadonhas e a avaliações teóricas atribuidas de valores númericos ridiculos, que menosprezam o saber do aluno, avaliações essas que preconizam apenas uma memorização momentânea e individual do conteudo que é "cuspido na prova" e posteriormente esquecido, somos expostos a conteúdos práticos vazios uma vez que praticamos tratamentos em nós mesmos individuos saudavéis na sua grande maioria,eu penso que uma reforma na base do curso desde as primeiras disciplinas com conteúdo prático verdadeiro estimulando o diagnóstico fisico funcional é a solução, a questão é quando essa reforma virá? num futuro próximo ou distante? ate quando o academismo passivo reinará nas instiuições de ensino superior? alunos seres sem luz uni-vos discutam com o corpo docente a melhor forma de avaliação? cobrem o diagnóstico fisico funcional na base para quando adremtarem no esperado estágio "finalmente prática!!" não estejam despreparados e que esse não seja o primeiro contato de voces com o diagnóstico fisico funcional!!! valew!!"

Então deixo aqui a seguinte pergunta que inclusive esqueci de colocar no questionário, e gostaria que fosse aberta a discussão:


O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARA CONTRIBUIR PARA O FUTURO DA NOSSA PROFISSÃO???






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2 comentários:

  1. Adorei! Temos que divulgar esses resultados para o coordenador do curso de Fisioterapia e ao DS. Na verdade eles já sabem disso tudo e se calam diante desse tão cômodo "sedentarismo", por isso concordo cm vc quando disse que não podemos esperar que caia tudo do céu. Somos o Futuro da profissão e temos que fazer a diferença.
    Quanto aos professores ressaltarem a questão de organização e estrutura, algo que os discentes não relataram, muito de nossos professores são concursados para uma disciplina, na qual tem afinidade, conhecimento e formação naquela área e é alocado para uma disciplina que não tem interesse e não conhece, sendo a mesma passada com poucas práticas e as teóricas chatas e enfadonhas, ricas em empirismo.
    E este é um problema na organização da instituição, de um departamento onde os próprios professores sabem e acobertam a saída de um colega, fazendo um desfalque no quadro de professores, que tem repercussão não somente nas disciplinas aplicadas, como também no Estágio Supervisionado. Estou no 10º semestre e ainda assim sofro com este problema de organização da instituição, por ter professores pouco habilitados para supervisionar determinada área.
    Vejo em alguns professores esse espírito de mudança, de querer ver a profissão e o curso crescer, todavia, uma transformação nas instâncias de colegiado e departamento devem acontecer para que o acadêmico não fique estagnado e se torne um profissional medíocre. O “academismo passivo” reinará nesta instituição quando não somente os acadêmicos se mobilizarem, mas também os professores, que se tornaram mestres em QUANTIFICAR o conhecimento e não em QUALIFICÁ-LO, voltar seus olhos para o futuro da profissão e do futuro do profissional do qual ele é, em parte, responsável pela formação.

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  2. eu vou fazer um comentário aqui a respeito dos conceitos do estágio que eu penso ser uma das coisas mais ridiculas na metodologia de avaliação, digo (quantificação mediocre),usada no decorrer da nossa formação, no momento do estudante de fisioterapia irá se fazer um profissional que é o estágio (primeira prática de verdade dentro do curso), momento esse em que os "mestres" deveriam ajudar o aluno , o ser sem luz , a se lapidar para formar um profissional decente, nesse momento o aluno é rotulado como o aluno A ou o aluno B ou o aluno C, e os conceituadores nao tem noção do quanto isso pode afetar o aluno e atrapalhar a formação de um profissional qualificado, quando isso vai mudar????????????????????????????????????????????
    não se sabe, mas um dia isso vai mudar, por enquanto os professores ou melhor quantificadores tem contato com poucos alunos que pensam de um modo diferente mas uma hora vai ter muita gente pensando diferente eai alguma coisa vai ter que mudar, pelo menos essa é a minha esperança, darwin já dizia que a evolução nao da saltos, ela acontece aos poucos, valew!!!

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